Teve Festa Junina sim!

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Eu sei que sou um papagaio porque tô sempre falando a mesma coisa aqui no blog, mas não tem jeito, essa sou eu. Eu já devo ter falado mil vezes por aqui que minha festa brasileira preferida é a Festa Junina e bem...

... eu também já devo ter falado mil vezes aqui que não vivo um mundinho brasileiro na Irlanda. Na verdade, eu sei que cada um vive a vida como quiser, mas me irrita demaissss ver gente que só vem pra morar aqui uns meses e fica em abstinência de comida brasileira, música brasileira, etc. Não consigo entender, mas ok, estou tentando ser uma pessoa evoluída e não julgar as escolhas dos outros.

E bem, eu de fato não sou de ir em festa brasileira e tal, não porque eu não me ache brasileira, mas porque não é o meu estilo de vida. Se nem no Brasil eu ia em festa ouvir música sertaneja, por que iria agora, morando na Irlanda? Se eu comia feijoada no máximo uma vez por ano no Brasil, por que iria toda semana morando na Irlanda?

No entanto, eu tenho percebido, principalmente depois da primeira ida ao Brasil depois de vir pra cá, que eu estou muito mais aberta à fazer umas coisinhas brasileiras de vez em quando sem culpa. Comida, por exemplo: aqui em casa cozinhamos tanto pratos irlandeses como brasileiros, e pra mim assim tá ótimo. Arroz & feijão todo dia é demais, então uma vez por semana mata a vontade e todo mundo fica feliz.

Aqui em Dublin a comunidade brasileira é muito ativa e o pessoal tá sempre organizando eventos e coisas. Na Copa, por exemplo, lembro de ter ido ver jogo num pub, vestimos verde e amarelo, comemoramos, foi bacana. Já no Carnaval, a festa mais popular do Brasil, eu fiquei no meu canto em casa. Não curto Carnaval e não faz sentido pra mim comemorar. Masssss não é assim que vejo a Festa Junina. Pra mim, a Festa Junina tem muito mais essa pegada tradicional, traz elementos culturais muito mais interessantes do que o Carnaval, além é claro, da comida, porque gordinha não é gordinha que se preze se não falar da comida maravilhosa da Festa Junina.

Conferência em Limerick

Um dia qualquer em abril recebi um email da diretora do mestrado (e também nossa professora) sobre uma conferência de Linguística e TESOL (Teaching English to Speaker of Other Languages) na universidade de Limerick. Ela queria saber se tinha alguém interessado em apresentar alguma coisa.

Se você lê o blog, deve lembrar que em fevereiro eu não só participei da minha primeira conferência na Irlanda mas também me apresentei nela - foi uma experiência muito legal, que me abriu portas e também a mente.

Como eu estava na vibe de me desenvolver como profissional aqui, não pensei duas vezes e falei que queria participar. Mandei um resumo da mesma apresentação que fiz no ELT Ireland em fevereiro e esperei a resposta. Em poucas semanas fiquei sabendo que eles tinham aprovado minha proposta e lá estava eu no dia 26 de maio na 2016 Postgraduate Research Conference Of Applied Language Studies, CALS/PhD in TESOL.

Comprei as passagens de ônibus para Limerick uns dias antes - por sorte, a empresa pára no campus, então não precisei me preocupar em chegar lá saindo de alguma estação de ônibus, sabe?

National Museum of Ireland - Country Life

Eu tinha esquecido de postar sobre esse museu que visitamos na nossa pequena viagem à Mayo há pouco mais de um mês. No nosso segundo dia lá tínhamos planejado passar um tempo no parque nacional e depois seguir viagem pra Achill, mas infelizmente, o clima não tava colaborando. Chovia muito e não parecia que São Pedro ia ajudar.

Foi quando lembrei de um museu que eu tinha ouvido falar há um bom tempo: o National Museum of Ireland - Country Life.

A Irlanda tem quatro museus nacionais: o Museu de História Natural, o Museu de Arqueologia, o Museu de Artes & História e o Museu de Vida no Interior. Eu tive a oportunidade de visitar todos os outros nos meus primeiros aqui, já que eles ficam em lugares de fácil acesso em Dublin. No entanto, o Country Life é o único que fica em outro condado - e pra dizer a verdade, ele fica num canto super escondido - um pouco antes da principal cidade do condado, Castlebar.



Já vou dizer de cara que, dos quatro museus, esse é o mais bem cuidado e o mais interessante. A entrada, assim como nos outros, é de graça e nós ficamos lá umas boas 3 horas, quando poderíamos ter ficado ainda mais (não tem jeito, depois de umas duas horas a gente fica meio cansado de museu mesmo).

Eu nem havia me dado conta de que o Red Lips Day 2016 já estava aí, dando as caras. Todo ano em junho a campanha ganha destaque nas redes sociais e a mulherada sai postando fotos usando batom vermelho.

Como a Michelli comentou nesse post aqui, o movimento criado pela Mulher Vitrola começou de mansinho e mais como forma de diversão mas ganhou proporções maiores, além de se tratar muito do empoderamento feminino, sabe? Sei que hoje em dia tudo vira empoderamento (o que quero dizer é que as pessoas tem amado usar essa palavra recentemente), mas é importante ressaltar, por exemplo, que estamos em 2016 e que as pessoas ainda defendem estuprador. Sim. Uma conhecida, super querida minha, saiu defendendo os estupradores daquele caso que aconteceu um tempo atrás porque a menina "não se deu o valor" ou algo assim.

Por isso é importante debater o papel da mulher, o poder da mulher, o direito da mulher.

Links Legais #8

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Oitava edição do Links Legais invadindo a sua telinha, uhuuu! Hoje temos um monte de links bacanas que venho salvando há umas boas semanas: línguas (como sempre), algumas curiosidades, cabelo colorido, brasileiros, amizades no exterior e muito mais!

Curiosidades


A ginasta mais velha do mundo (88 anos!)



Línguas


Por que o nome de alguns países muda de acordo com a língua? - Título auto-explicativo. Amo esse tipo de assunto!

Trying to grasp the English language - video do seriado "I love Lucy" super engraçado onde o personagem Ricky tem dificuldade em pronunciar palavras que aparentemente são parecidas, como 'tough', 'through', 'cough', etc.

Susana Chavez-Silverman lê suas crônicas do livro Killer Crónicas - Eu descobri essa autora numa leitura desses sites sobre aprender línguas e bilinguismo que sempre leio. Ela tem uma proposta super diferente, já que usa seu bilinguismo em sua obra e escreve numa mistura de inglês em espanhol. Nesse link ela faz a leitura de algumas de suas crônicas e vou te dizer, é um negócio super diferente e lindo! Amo codeswitching!

Tag - 50 questions honestly answered

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Ahhh, não resisto uma tag. Vi essa no blog da Paula e depois no da Gabi e cá estou pra respondê-la também!

tag 50 questions honestly answered


1: What are you wearing?

Calça preta, um sweater fininho, havaianas.

2: Ever been in love?

Claro!

3: Ever had a terrible breakup?

Sim.

4: How tall are you?

Míseros 1m58cm. Triste ser baixinha - só vale a pena no avião!

Continuando a série sobre a Achill Island, começo pelas Minaun Heights. Nosso interesse pelo lugar se deu porque o próprio site oficial de turismo na ilha fez a indicação. Pela estrada principal que passa pela vila de Dooega, você segue as placas pra chegar até lá.

A estrada é muito, mas muito íngreme, do tipo que parece que o carro não vai aguentar. Sem contar o fato de que muitas vezes, por conta do formato da estrada que dá voltas na montanha, em alguns momentos você perde um pouco o ponto de referência... como se não desse pra ver o que vem a seguir, sabe? Dá um medinho, por isso recomendo um motorista experiente, como o meu R. :)

Como o dia estava claro e quente com o céu bem azul, deu pra ter uma vista maravilhosa de quando paramos lá em cima. Muito vento, claro, mas maravilhoso!

achill island, ireland

Após ficarmos maravilhados com a Keem Beach, seguimos para Keel, a área principal da ilha. O local também tem praia (e inclusive própria para o surf) e alguns restaurante e cafés - paramos para um lanchinho no Beehive, um restauante e loja de artesanato. Tomamos uma sopa e comemos um caramel slice maravilhoso e com a energia resposta, continuamos nosso caminho até a tal da vila deserta.

Vale lembrar que tudo isso foi feito de carro, mas é possível alugar bicicletas e pedalar pela ilha. Não sei se qualquer um aguenta o tranco, já que há muitas montanhas e alguns trechos me pareceram praticamente impossíveis de serem pedalados. No entanto, pra quem curte, há opção de alugar bicicletas por lá!

A deserted village fica na área de Slievemore e consiste de 80 a 100 casas de pedra, construídas sem nenhum tipo de cimento ou nada que desse uma liga entre as pedras. Cada casa tinha um cômodo que era usado como a cozinha, quarto e até mesmo estábulo. Algumas dessas casas eram ocupadas no verão como 'booley homes'. Esse termo significa que as pessoas não se estabeleciam por lá pra sempre pois vagavam por vários lugares com seus animais e rebanhos em busca de melhores condições, principalmente nos períodos de inverno.

achill island, ireland



 
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